Li no blog Tempo de Colheita - http://www.tempodecolheita.com.br/blog/2011/03/02/234/ - uma entrevista com o Rev. Augustus Nicodemus, chanceler da Universidade Presbiteriana Mackenzie. Logo na primeira pergunta, fiquei pasmo: nunca esperava aquela resposta. Tente responder por você mesmo agora: Qual a maior batalha que você já enfrentou e como a superou? Não continue a leitura. Pare agora por 30 segundos e pense....
10 s...
20 s.....
30 s.........
Pensou? E qual sua resposta? E o que você imagina que um cidadão como o Rev. Nicodemus, doutor em teologia, professor de seminário, palestrante, conferencista, apologista da doutrina cristã, chanceler de uma respeitável universidade privada, teria a responder? Talvez, num debate sobre ciência e fé com materialistas científicos, por um branco de mente, não tenha tido o tino da boa resposta na hora e tenha ficado embaraçado! Natural, mas, sem dúvida, uma experiência terrível. Ou, quem sabe, uma reação brutal de grupos “politicamente corretos” a alguma posição sua em questões polêmicas, como, por exemplo, homossexualismo. Preparar material de última hora para uma conferência internacional em substituição a um palestrante amigo que ficou doente. Situações embaraçosas com a mídia. Etc.
Mas, bem, vamos ver pelo lado mais, digamos, comum aos demais mortais (um pouco de boa ironia, pra quebrar o clima, por favor): Um problema grave de saúde pessoal ou na família. Um acidente grave de carro que o levou à UTI de um hospital. Uma doença grave. Um assalto no farol (três dedos na madeira para essa lista, cruz-credo!).
Nada disso. A resposta do Reverendo, Doutor, Pregador, Professor, Chanceler? Deixe ele mesmo falar:
[TC] O Senhor já tem algumas décadas de ministério, nestes anos todos, qual a maior batalha que o senhor já enfrentou e como a superou?
[Augustus] A maior de todas as batalhas é aquela para manter a vida devocional em dia. Refiro-me a manter uma vida disciplinada de oração, meditação, leitura da Palavra de Deus. Sem isto, as atividades ministeriais se tornam secas, mecânicas e quase que imperceptivelmente perdemos aquele poder espiritual necessário para pregar, escrever, orientar, aconselhar, decidir. Não digo que já venci esta batalha – teve períodos em que me vi seco e árido – mas percebo com alegria que basta recomeçar a dar tempo para os exercícios espirituais que o coração renasce como o tronco seco em terra árida, ao “cheiro das águas” (Jó 14:8-9).
É, meus amigos, como dizia Dagon, um conhecido nosso: “E assim o Evangelho marcha!”. Num primeiro momento cheguei a pensar que o Doutor estaria despistando. Mas, imediatamente, percebi a facada no peito: ele foi direto ao ponto! Eu e você sabemos disso muito bem, e como! Para o cristão no mundo moderno, onde milhões de coisas demandam a nossa atenção desde o primeiro segundo em que abrimos os olhos de manhã, parar para orar, ler a bíblia e meditar é uma BATALHA! Vencê-la hoje dia não nos libera de enfrenta-la amanhã. É diária. Como é fácil passar uma semana sem orar. E duas, então? E como nossa alma pode viver sem respirar?
Doutor Nicodemus, valeu pelo alerta! Vou lembrar disso todo dia. E você, leitor?
Como diria Datena, “Me ajuda aí”!
