Sábado, 31/08/2013 – TARDE – encontro com os homens
(continuação)
Rev. Erasmo Carlos - Pastor da Igreja Presbiteriana Renovada do Maiobão-S.Luis-MA
Tema: Como lidar com os conflitos familiares
Pr. Erasmo Carlos:
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Resumindo, tanto no modelo bíblico como fora
dele, cada família precisa enfrentar o caminho da superação de sua condição
humana.
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A maldição do nosso tempo é a superficialidade
(citação anônima).
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Cada um de nós tem seus pontos fracos, seus
pés-de-barro. Davi tinha seu pé-de-barro nas mulheres. Era francamente
mulherengo. Isso e os interesses e
preocupações do trono prejudicaram sua atenção à família e, como resultado, a
omissão e o silêncio em torno de acontecimentos crucias, como o incesto de
Amnon e a vingança de Absalão.
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Qual é o seu pé-de-barro?
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Em 2 Sm 18:33 Davi chora e geme pela morte de
seu filho Absalão. Tarde demais. (Remorso?)
Pr. Erasmo pergunta ao auditório: Quais seriam os
elementos de conflito nessa geração com respeito à família? Vieram três respostas:
1. Comunicação.
A falta de comunicação pessoal e íntima entre pais e filhos está na raiz dos
problemas familiares.
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Pb. Emanoel Claudino comenta: O uso dos recursos
móbiles (celulares, tablets e pads) são de difícil controle, tecnologicamente
mais difíceis de filtragem. Não se pode proibir. Só nos resta o diálogo.
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Dc. Vale, na mesma direção: os pais podem usar
as mesmas ferramentas e recursos para comunicar.
2. Falta
de limites: “É proibido proibir”.
3. Tempo:
A qualidade do tempo é um elemento de
conflito.
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Rodrigo (Ig. Anjo da Guarda): A pressão sobre o
tempo é sorrateiramente imposta pela moderna organização do trabalho e da
estrutura urbana em que vivemos.
Pr. Erasmo: a casa sobre a rocha ou sobre a areia: o
critério é a prática da palavra ouvida. O desafio é ser bom de prática mais do
que de discurso.
Faustino Jr: Dos três
apontados aqui, acredito que a falta de limites (ou melhor, o desafio de impor
limites) é de fato um problema moderno. Comunicação e Tempo são recursos. O
problema moderno com eles é que aumentou a dificuldade de administra-los.
A comunicação ganhou uma multiformidade de meios e elevado poder de
alcance. O tempo, por sua vez, continua o mesmo: permanecem as 24 horas por
dia, renovadas a cada dia. (Cada dia, à meia noite, recebemos um pacote de 24
horas novinhas em folha, que nunca foram usadas). Mas são apenas 24 horas, e a
demanda sobre elas aumentou estupidamente.
Pb. Abderval: Realmente
o mundo mudou e não vai retroceder. Mas importa viver nessa mudança mantendo os
princípios cristãos. Estamos vivendo bem no meio desse imenso processo de
mudança. Não sabemos bem ao certo em que isso vai dar. Estamos numa fase de
transição histórica. Isso demora e não se mostra com clareza durante o
processo. Regras mudam. As regras da relação familiar também vão mudar. Já
estão mudando. Porém os princípios não devem mudar. Os princípios cristãos não
mudam. Como manter os princípios cristãos em meio à essas novas regras que se
impõem à família?
Pr. Erasmo relata o dia em que saiu com seu filho
adolescente para uma conversa franca, não apenas uma conversa, mas um dia de
convívio, somente os dois, na busca de reconstruir um ponto de encontro e de
confiança. Diz que isso mudou o curso da relação entre eles. Diz que muitas vezes os filhos, diante da
situação geral de degradação dos valores, oprimem seus pais com argumentos
cínicos, que apelam para o mal menor: por exemplo, se um pai reclama de seu
filho por namorar uma menina diferente a cada semana, ele responde: “pelo menos
eu gosto de mulher”.
Faustino Jr. lembra que esse argumento é semelhante ao
usado por pedintes jovens e com saúde, que, quando confrontados com o trabalho,
respondem: “pelo menos eu não estou roubando”.
Pr. Erasmo lembra o salmista que diz: “Se o Senhor não
edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam”. “Nós devemos ser
diligentes, mas essa diligência não dispensa nossa fé naquele que realmente é o
edificador da família. O sentimento que
nós temos é de impotência diante da amplitude e da rapidez das mudanças nos
padrões tradicionais da família e esse sentimento de impotência nos remete
diretamente à Graça de Deus”.
Faustino Jr. diz que, em sua opinião, essa foi uma das
afirmações mais importantes do dia. Reconhecer
esse sentimento de impotência que nos remete à graça é de fundamental
importância. Talvez, em certos pontos, o mundo esteja fazendo uma evangelização
de-trás-pra-frente à igreja, lembrando-nos que também somos pecadores,
tragicamente humanos, iguais a todo mundo. Talvez tenhamos esquecido disso, ou
menosprezado. (Talvez, lá no fundo, nos considerássemos em melhor situação
diante de Deus. Nós vamos à igreja estudar a bíblia todos os domingos, louvamos
a Deus e oramos juntos, enquanto os
demais vão pra a praia, shopping, cinema, bares, restaurantes, se divertindo). Esse
sentimento de impotência só pode nos remeter à Graça. Só a Graça nos salvará. Como no caso do divórcio e da emancipação
feminina nós cristãos aprendemos, de-fora-pra-dentro, e nos tornamos mais humanos.
Quais outras questões de-fora-para-dentro estariam a nos demandar nos tempos
atuais?
Pb. Johny lembra a imagem das pedras que clamam contra o
que poderia caracterizar um comportamento judaizante do cristianismo (cumprimento
de regras e normas de comportamento).
Fim do dia com orações.
Em todas as palestras fica aparente nossa inadequação a mudanças, o mundo mudando e nós discutindo como encarar a mudança. As mudanças não nos deixam aprender como se comportar diante delas, pois elas são cada vez mais frequentes e surpreendentes. Quando estamos aprendendo a lidar com uma coisa já outras 5 requerem nossa resposta e atitude. A mudança é o padrão não há como detê-las. Precisamos muito mais a cada dia para "deitar e logo dormir" (Sl 3:5) e para levar todo pensamento cativo a Cristo (II Co. 10:5). Deus nos ajude.
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